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Discord, crianças e o erro de combater a tecnologia em vez de ensinar a usá-la

Existe uma discussão acontecendo no Brasil que parece, à primeira vista, ser sobre o Discord. Mas não é. É uma discussão muito maior sobre como uma sociedade lida com tecnologia, crianças, responsabilidade dos pais, educação digital e o papel do Estado na internet. E, infelizmente, quando uma tecnologia se torna complexa demais para quem não […]

Discord, crianças e o erro de combater a tecnologia em vez de ensinar a usá-la

Existe uma discussão acontecendo no Brasil que parece, à primeira vista, ser sobre o Discord.

Mas não é.

É uma discussão muito maior sobre como uma sociedade lida com tecnologia, crianças, responsabilidade dos pais, educação digital e o papel do Estado na internet.

E, infelizmente, quando uma tecnologia se torna complexa demais para quem não a conhece, existe uma tendência muito humana: transformá-la em vilã.

Foi assim que chegamos ao atual conflito entre o governo brasileiro e o Discord.

Antes de falar do problema, precisamos entender o que é o Discord

Para muita gente, Discord é simplesmente “um aplicativo de conversa usado por gamers”.

Isso está extremamente longe da realidade.

O Discord nasceu em 2015 voltado para comunidades de jogadores, mas evoluiu para uma plataforma de comunicação que reúne texto, voz, vídeo, transmissões, comunidades, bots, integrações e sistemas de administração.

Hoje, segundo dados internos divulgados pelo próprio Discord, a plataforma ultrapassa 90 milhões de utilizadores ativos diariamente. Mais de 90% dos utilizadores afirmam jogar videojogos, mas isso não significa que Discord seja exclusivamente uma ferramenta de jogos.

Um “servidor” do Discord pode ser praticamente qualquer coisa:

  • uma comunidade de jogadores;
  • uma equipa de desenvolvimento de software;
  • um grupo de estudos;
  • uma comunidade de fãs;
  • uma empresa;
  • um projeto open source;
  • uma turma de faculdade;
  • um grupo de amigos;
  • uma comunidade de criadores de conteúdo;
  • uma organização profissional.

A estrutura é semelhante a criar uma pequena comunidade digital própria.

Existem canais de texto, canais de voz, permissões, cargos, moderadores, bots, regras, sistemas de denúncia e diferentes níveis de acesso.

Ou seja:

Discord não é um conteúdo. Discord é uma infraestrutura de comunicação.

E essa diferença é fundamental.


Discord não está sozinho

Se o simples fato de permitir comunicação entre pessoas fosse suficiente para transformar uma plataforma em perigosa, teríamos um problema muito maior.

No ambiente profissional, por exemplo, existem ferramentas como o Slack, utilizado por mais de 200 mil organizações em todo o mundo.

O Microsoft Teams, por sua vez, já ultrapassou a marca de 320 milhões de utilizadores ativos mensais, segundo números divulgados pela Microsoft.

E ainda temos:

  • WhatsApp;
  • Telegram;
  • Zoom;
  • Google Meet;
  • Microsoft Teams;
  • Slack;
  • Facebook Messenger;
  • Reddit;
  • Twitch;
  • YouTube;
  • plataformas de jogos;
  • fóruns;
  • comunidades privadas;
  • sistemas de chat dentro dos próprios jogos.

Todas elas permitem que seres humanos conversem entre si.

Algumas permitem mensagens privadas.

Algumas permitem chamadas de voz.

Algumas permitem vídeo.

Algumas permitem transmissões ao vivo.

Algumas permitem criar comunidades privadas.

Algumas permitem encontrar pessoas que você nunca conheceu pessoalmente.

A tecnologia é diferente.

O princípio é o mesmo:

pessoas utilizando uma infraestrutura digital para se comunicar.

E é exatamente por isso que precisamos tomar cuidado com a forma como discutimos o Discord.


O que aconteceu no Brasil?

Em julho de 2026, uma adolescente de 13 anos morreu após um episódio envolvendo uma transmissão no Discord e outros utilizadores.

O caso provocou enorme repercussão pública e levou as autoridades brasileiras a intensificarem as medidas contra a plataforma.

Em 12 de agosto, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou preventivamente que o Discord suspendesse as transmissões ao vivo e recursos equivalentes de compartilhamento de vídeo no Brasil.

Poucos dias depois, em 17 de agosto, o Discord confirmou a suspensão desses recursos no país.

E a situação escalou.

Em agosto, o Governo Federal, através da Advocacia-Geral da União, entrou com uma ação civil pública contra a empresa, pedindo R$ 500 milhões em danos morais coletivos e exigindo novas medidas de proteção para crianças e adolescentes.

O governo aponta problemas como:

  • verificação de idade;
  • proteção de menores;
  • moderação;
  • controle parental;
  • prevenção de conteúdos nocivos;
  • mecanismos de denúncia;
  • segurança das funcionalidades de comunicação.

A preocupação com crianças é legítima.

A pergunta é outra:

qual é a melhor maneira de resolver esse problema?


O Discord não estava completamente sem mecanismos de segurança

Aqui está uma parte da discussão que frequentemente desaparece no debate público.

O Discord já possui mecanismos de segurança.

Desde março de 2026, por exemplo, utilizadores brasileiros passaram a ter configurações específicas relacionadas à ECA Digital, incluindo filtragem de conteúdo, restrições de comunicação e mecanismos de verificação de idade.

O sistema de segurança também possui mecanismos de age assurance, ou garantia/verificação de faixa etária.

Utilizadores adultos podem precisar comprovar a idade para acessar determinados espaços ou conteúdos classificados como restritos.

E existe uma preocupação explícita com privacidade: segundo o Discord, em determinados processos de verificação, documentos são processados pelos fornecedores responsáveis e eliminados posteriormente, enquanto a estimativa facial pode ser processada no próprio dispositivo.

Além disso, existem:

  • filtros de conteúdo sensível;
  • servidores classificados como 18+;
  • restrições para menores;
  • filtros de mensagens;
  • sistema de pedidos de mensagem;
  • alertas de segurança;
  • ferramentas de denúncia;
  • mecanismos de moderação;
  • Family Center;
  • controles parentais.

O Family Center permite, por exemplo, que responsáveis acompanhem servidores frequentados pelo adolescente e algumas das contas com as quais ele mais interage, além de permitir determinadas configurações gerenciadas pelos responsáveis.

Isso não significa que o Discord seja perfeito.

Não é.

Nenhuma plataforma com dezenas de milhões de pessoas será perfeita.

Mas existe uma diferença enorme entre dizer:

“A plataforma precisa melhorar seus mecanismos de segurança.”

e dizer:

“A plataforma é o problema.”


O problema não é o Discord

Aqui chegamos ao ponto mais importante.

Imagine que amanhã o Brasil proíba o Discord.

O que acontece?

Os adolescentes deixam de conversar pela internet?

Não.

Eles migram.

Vão para WhatsApp.

Telegram.

Instagram.

Roblox.

Minecraft.

Twitch.

YouTube.

Reddit.

Steam.

Xbox.

PlayStation.

Grupos privados.

Outras plataformas.

Ou simplesmente criam outra.

Porque o problema não é o aplicativo.

O problema é a pessoa que utiliza a ferramenta para cometer um abuso.

E isso é extremamente importante para qualquer política pública.

Se alguém utiliza um carro para cometer um crime, não culpamos a existência do carro.

Se alguém utiliza um telefone para ameaçar alguém, não proibimos telefones.

Se alguém utiliza uma escola para cometer um crime, não fechamos todas as escolas.

A tecnologia precisa ser responsabilizada quando falha em cumprir suas obrigações.

Mas responsabilizar a tecnologia não pode significar transferir toda a responsabilidade humana para ela.


E aqui entra uma parte que ninguém gosta de discutir: os pais

Existe uma realidade desconfortável na educação digital:

em muitos casos, os filhos entendem mais de tecnologia do que os próprios pais.

Não porque sejam necessariamente mais inteligentes.

Mas porque cresceram dentro dela.

Uma criança de 12 anos pode saber:

  • criar uma conta;
  • configurar um servidor;
  • utilizar VPN;
  • entrar em comunidades;
  • instalar mods;
  • configurar bots;
  • utilizar chats de voz;
  • alterar configurações de privacidade;
  • criar uma segunda conta;
  • bloquear ou desbloquear pessoas;
  • navegar por comunidades privadas.

Enquanto isso, muitos pais sequer sabem onde o filho passa horas por dia.

E isso não acontece porque todos os pais sejam irresponsáveis.

Muitos trabalham o dia inteiro.

Muitos não tiveram contato com tecnologia quando eram jovens.

Muitos simplesmente não sabem como essas plataformas funcionam.

Mas existe uma diferença entre não saber e não querer aprender.

E essa diferença pode ser determinante.


Os números mostram que a internet já faz parte da infância

Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, 92% das crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos já haviam utilizado a internet recentemente.

E o celular domina esse cenário.

Entre os utilizadores de internet de 9 a 17 anos, 67% utilizam exclusivamente o telefone celular para acessar a internet, enquanto outros 29% utilizam celular e computador.

A internet não é mais um “lugar para onde a criança vai”.

Ela está no bolso.

Está no quarto.

Está na escola.

Está no videogame.

Está na televisão.

Está no computador.

Está disponível 24 horas por dia.

Então esperar que uma simples proibição resolva o problema é ignorar a realidade.


E existe outro dado ainda mais interessante

A própria TIC Kids Online Brasil mostra uma diferença importante entre o que os pais acreditam e o que efetivamente fazem.

Em 2025, 76% dos pais ou responsáveis afirmaram que seus filhos utilizam a internet com segurança.

Mas quando observamos ferramentas concretas de supervisão, os números caem bastante.

Por exemplo:

apenas 33% dos responsáveis afirmaram utilizar recursos para bloquear ou filtrar determinados tipos de sites.

34% utilizavam ferramentas para monitorar sites ou aplicações acessados.

31% utilizavam recursos para limitar o tempo de utilização.

E apenas 22% utilizavam recursos para limitar as pessoas com quem os filhos podem entrar em contato através de chamadas e mensagens.

Isso não significa que 78% dos pais sejam maus pais.

Significa algo muito mais importante:

a maioria das famílias ainda não domina completamente as ferramentas de segurança digital disponíveis.


E isso deveria ser uma prioridade nacional

Se 92% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos já estão conectados, então educação digital deveria ser tão importante quanto educação financeira, sexual, cívica ou de segurança.

Uma criança precisa aprender:

“Não converse com estranhos.”

Mas hoje isso não é suficiente.

Ela precisa aprender:

“Não aceite pedidos de amizade de desconhecidos.”

“Não envie fotografias íntimas.”

“Não clique em links desconhecidos.”

“Não compartilhe localização.”

“Não aceite presentes de pessoas que você conheceu online.”

“Se alguém ameaçar você, conte para um adulto.”

“Se alguém pedir segredo, conte para alguém.”

“Se alguém tentar manipular você, procure ajuda.”

E os pais precisam aprender exatamente as mesmas coisas.


O Estado não pode substituir os pais

É perfeitamente legítimo que o Estado estabeleça regras para plataformas.

Empresas precisam cumprir leis.

Precisam proteger crianças.

Precisam colaborar com investigações.

Precisam possuir mecanismos de denúncia.

Precisam remover conteúdos ilegais.

Precisam responder quando seus sistemas são utilizados para facilitar crimes.

Isso é responsabilidade empresarial.

Mas existe outra responsabilidade:

a responsabilidade familiar.

Uma plataforma não consegue saber tudo que acontece na cabeça de uma criança.

Um algoritmo não sabe se ela está sendo manipulada emocionalmente por alguém.

Um moderador não conhece a dinâmica familiar daquela casa.

Uma empresa não substitui educação.

E nenhum governo consegue colocar um agente público atrás de cada criança conectada.


O grande erro é acreditar que proibir elimina o risco

Quando uma criança encontra um espaço inadequado na internet, existem duas possibilidades.

Podemos tentar eliminar aquele espaço.

Ou podemos preparar a criança para reconhecer que aquele espaço é inadequado.

A primeira solução é quase impossível em uma internet global.

A segunda é difícil.

Mas é sustentável.

Porque uma pessoa educada digitalmente carrega esse conhecimento consigo.

Ela pode trocar de plataforma.

Pode trocar de computador.

Pode trocar de jogo.

Pode trocar de país.

Pode trocar de aplicação.

Mas continua sabendo reconhecer uma situação perigosa.


E existe uma alternativa interessante: criar comunidades com uma barreira de entrada

É justamente aqui que surge uma proposta diferente.

Em vez de simplesmente tentar copiar o Discord, podemos pensar em uma plataforma construída desde o princípio com outro conceito:

comunidades por convite.

Essa é a proposta da Dois Papo.

A ideia é simples:

Você não entra simplesmente porque encontrou uma plataforma.

Você entra porque alguém que já pertence à comunidade convidou você.

Isso muda completamente a dinâmica.


O que é a Dois Papo?

A Dois Papo é uma plataforma de comunicação e comunidades inspirada em conceitos popularizados pelo Discord, mas construída com uma premissa diferente:

você não precisa abrir as portas da comunidade para toda a internet.

A entrada acontece através de convite.

Uma comunidade pode possuir:

  • canais de texto;
  • canais de voz;
  • chamadas;
  • compartilhamento de tela;
  • grupos;
  • permissões;
  • cargos;
  • moderação;
  • comunidades privadas;
  • ferramentas sociais;
  • sistemas de segurança.

Mas existe uma camada adicional:

a identidade social de quem trouxe você para dentro.

Se João convida Maria, existe uma relação.

Maria não apareceu simplesmente em uma busca pública.

Ela entrou através de alguém.

Isso não elimina completamente o risco.

Mas cria uma camada adicional de controle.


Convite não é segurança absoluta

E aqui precisamos ser honestos.

Um sistema de convite não transforma uma plataforma em um ambiente magicamente seguro.

Um utilizador mal-intencionado pode convidar outra pessoa.

Uma comunidade pode ter administradores irresponsáveis.

Um adolescente pode compartilhar seu convite.

Um adulto pode se passar por outra pessoa.

Por isso, a Dois Papo não deveria vender a ideia de:

“Aqui não existem perigos.”

A proposta mais responsável seria:

“Aqui existem mais camadas para controlar quem entra, quem pode falar com quem e como as comunidades são administradas.”

E isso pode ser combinado com:

  • verificação de idade;
  • níveis de confiança;
  • histórico de convites;
  • reputação de membros;
  • moderação;
  • denúncia;
  • controles parentais;
  • limites para contas novas;
  • bloqueios;
  • auditoria;
  • registros de segurança;
  • detecção automatizada de comportamento abusivo;
  • permissões granulares.

A segurança precisa ser construída em camadas.


A verdadeira inovação não é substituir o Discord

A verdadeira inovação seria criar uma cultura digital diferente.

Imagine uma comunidade escolar.

O professor ou administrador cria a comunidade.

Convida os alunos.

Os alunos podem convidar outros colegas.

Mas a comunidade mantém controle sobre quem pertence a ela.

Imagine uma comunidade de gamers.

Um jogador convida os amigos.

Os amigos convidam outros jogadores.

A comunidade cresce organicamente.

Imagine uma empresa.

O administrador cria a organização.

Funcionários entram através de convite.

Cada pessoa possui permissões diferentes.

Imagine uma família.

Os pais criam um espaço privado.

Convidam familiares.

Criam canais.

Compartilham fotos.

Conversam.

Jogam.

Tudo dentro de um ambiente controlado.


A diferença está no conceito

O Discord popularizou uma ideia poderosa:

comunidades digitais permanentes.

A Dois Papo pode levar essa ideia para outro lugar:

comunidades digitais com controle de entrada.

E isso não precisa ser uma guerra contra o Discord.

Na verdade, pode ser exatamente o contrário.

Discord, Slack, Teams, WhatsApp e Dois Papo podem coexistir.

Cada ferramenta pode resolver um problema diferente.

O Slack é excelente para empresas.

O Teams é poderoso para organizações integradas ao ecossistema Microsoft.

O Discord é extremamente forte em comunidades e gaming.

O WhatsApp é praticamente universal no Brasil.

E a Dois Papo pode apostar em uma coisa diferente:

comunidades privadas com entrada baseada em confiança e convite.


O Brasil precisa de mais tecnologia, não menos

É compreensível que uma tragédia envolvendo uma criança provoque indignação.

É compreensível que o Estado queira agir.

É compreensível que famílias tenham medo.

Mas decisões tomadas no calor de um caso extremo precisam ser analisadas com cuidado.

A pergunta não deveria ser:

“Como acabamos com o Discord?”

A pergunta deveria ser:

“Como fazemos com que 20, 30 ou 50 milhões de jovens brasileiros utilizem a internet de maneira mais segura?”

E essa resposta não será encontrada apenas em tribunais.

Ela será encontrada em:

educação + família + tecnologia + empresas + Estado + cultura digital.

Precisamos ensinar pais.

Precisamos ensinar crianças.

Precisamos responsabilizar empresas.

Precisamos melhorar ferramentas.

Precisamos criar plataformas mais seguras.

Precisamos combater criminosos.

E precisamos parar de tratar tecnologia como se ela fosse um monstro desconhecido.


O problema não é a internet

A internet apenas amplificou algo que sempre existiu:

pessoas boas e pessoas ruins convivendo no mesmo espaço.

A diferença é que agora esse espaço pode conter bilhões de pessoas.

A solução não é fingir que podemos fechar todas as portas.

É construir portas melhores.

É colocar fechaduras melhores.

É ensinar as pessoas a não abrir a porta para qualquer pessoa.

E, principalmente, é ensinar os pais a saberem onde seus filhos estão.

Porque talvez essa seja a maior falha de todas:

uma geração de crianças entrou na internet antes que uma geração de adultos aprendesse a acompanhá-las.

E se existe uma responsabilidade que não podemos terceirizar para Discord, Slack, Microsoft, Meta, Google, governo ou qualquer outra empresa, é essa:

educar quem está crescendo no mundo digital.


E é nesse espaço que nasce a Dois Papo

Não como uma promessa de uma internet sem riscos.

Mas como uma tentativa de construir uma internet onde as comunidades possam ter mais controle sobre quem entra, quem permanece e como as pessoas se relacionam.

Porque talvez a próxima geração de plataformas sociais não precise perguntar:

“Como conseguimos colocar o maior número possível de pessoas aqui?”

Talvez ela deva perguntar:

“Como conseguimos construir comunidades melhores?”

A Dois Papo começa justamente com essa ideia:

você não entra porque encontrou a porta.

Você entra porque alguém abriu a porta para você.

E, em um mundo onde todos estão conectados, talvez recuperar um pouco de contexto, confiança e responsabilidade seja exatamente o que precisamos.

Acesse https://doispapo.com/ e veja por você mesmo.

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